Literacia em saúde mentalPortugal

Cuida-TE.org

Compreender para escolher.
Escolher para cuidar.

Informação rigorosa e útil para perceber o que está a acontecer, cuidar de si ou acompanhar alguém — sem julgamentos e no seu ritmo.

Literacia em saúde mental significa saber cuidar, reconhecer dificuldades e encontrar ajuda adequada quando é preciso.O nome Cuida-TE é um convite ao autocuidado: prestar atenção ao que sente, reconhecer necessidades e procurar ajuda. Em saúde mental, cuidar de si não é resolver tudo sem apoio; inclui aceitar cuidado, relações e acompanhamento profissional.

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Preencha um dos quatro questionários de rastreio e receba orientações para as respostas e secções mais relevantes.

Ver os 4 questionáriosK10 · GAD-7 · PHQ-9 · WHO-5
  • 190 perguntas completas
  • 190 missões de aprendizagem em 3 etapas
  • 4 questionários de rastreio — K10: distress; GAD-7: ansiedade; PHQ-9: sintomas depressivos; WHO-5: bem-estar
  • Contexto português
  • Última edição a:
Não sabe por onde começar?

Escolha o que mais se aproxima do que precisa hoje.

A pessoa vem antes do diagnóstico. Pode começar sem saber o nome do problema.

Começar por aquilo de que precisa

O que procura hoje?

Não precisa de conhecer o nome do problema. Escolha o percurso que mais se aproxima da sua situação.

Uma regra prática

Quando vale a pena procurar ajuda?

Procure avaliação quando uma alteração persiste por mais de duas semanas e interfere no trabalho, estudo, relações ou autocuidado. Não precisa de ter a certeza de que existe uma doença.

No próprio dia

Não espere duas semanas se existir risco.

  • Pensamentos de morte, suicídio ou autolesão
  • Dificuldade em distinguir o que é real ou em avaliar a situação com clareza
  • Incapacidade de cuidar das necessidades básicas
  • Agitação com risco ou consumo descontrolado

Perguntas e respostas

190 perguntas. Respostas que ajudam a agir.

Pesquise por uma palavra ou explore por tema. Cada resposta começa por um resumo, mantém o detalhe e explica as limitações e incertezas da evidência original. Cada resposta termina com uma missão interativa em três etapas para compreender, distinguir e conseguir explicar a ideia central.

190 respostas encontradas · A mostrar 18

01FundamentosO que é a saúde mental?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasSaúde mental é a forma como pensamos, sentimos, nos relacionamos e lidamos com a vida. Muda ao longo do tempo e é influenciada pelas nossas condições de vida.
02FundamentosO que é a literacia em saúde mental e porque é que importa?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasLiteracia em saúde mental é saber cuidar do bem-estar, reconhecer dificuldades e encontrar ajuda adequada. A informação só é útil quando ajuda a decidir e a agir.
03FundamentosSaúde mental e doença mental são a mesma coisa?3 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasNão. É possível ter uma doença mental e, ainda assim, sentir bem-estar e ter uma vida com sentido. Também pode existir grande sofrimento sem um diagnóstico.
04FundamentosQuão frequentes são as perturbações mentais em Portugal?5 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasAs perturbações mentais são frequentes em Portugal: estudos apontam para cerca de uma em cada cinco pessoas por ano. Nem todas conseguem receber os cuidados de que precisam.
05FundamentosAs perturbações mentais estão realmente a aumentar?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasNão sabemos se todas estão a aumentar. Há mais diagnósticos, mas isso também pode resultar de melhor reconhecimento, menos estigma e mudanças nos critérios usados.
06FundamentosO que causa uma perturbação mental?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasNão existe uma causa única. Biologia, experiências, relações, condições sociais, saúde física e consumo de substâncias podem combinar-se de maneira diferente em cada pessoa.
07FundamentosAs perturbações mentais são hereditárias?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasAlgumas perturbações são mais frequentes em certas famílias, mas os genes não decidem o futuro. O ambiente, as experiências e os cuidados também influenciam o risco.
08FundamentosO que se passa no cérebro de quem tem uma perturbação mental?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasNão existe uma alteração cerebral única que explique ou confirme todas as perturbações mentais. O cérebro participa no problema, mas o diagnóstico não se faz por uma imagem ou análise isolada.
09FundamentosO que não é doença mental?5 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasTristeza, medo, luto, reações ao stresse e comportamentos pouco comuns não são, por si só, doença mental. Importam a duração, o sofrimento, o contexto e o impacto na vida.
10FundamentosQuem decide o que é e o que não é doença mental?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasA Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Psiquiatria publicam os principais sistemas de diagnóstico. Estes sistemas mudam com a ciência e com a sociedade.
11FundamentosTer sintomas significa que tenho uma doença mental?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasNão. Um sintoma isolado não basta. É preciso avaliar quanto dura, a sua intensidade, o contexto e, sobretudo, o que passou a impedir a pessoa de fazer.
12FundamentosO que é o estigma e como pode ser combatido?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasEstigma é atribuir ideias negativas a alguém por causa da saúde mental. Combate-se com informação correta, contacto humano, linguagem respeitosa, proteção de direitos e mudanças nas instituições.
13FundamentosO que é a literacia em saúde mental positiva?3 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasÉ saber o que ajuda a criar e manter uma boa saúde mental, não apenas reconhecer doença. Inclui cuidar de si, fortalecer relações, encontrar sentido e pedir ajuda.
14FundamentosComo posso avaliar se uma informação de saúde é de confiança?3 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasConfirme quem escreveu, a data, as fontes, os interesses envolvidos e os limites da informação. Compare com uma fonte independente e desconfie de curas garantidas ou mensagens alarmistas.
15Cuidar no dia a diaO que é a psiquiatria do estilo de vida e quais são os seus pilares?3 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasÉ usar sono, atividade física, alimentação, relações, gestão do stresse e redução de substâncias como parte dos cuidados. Estas medidas podem ajudar, mas não substituem automaticamente o tratamento.
16Cuidar no dia a diaO que é a psiquiatria positiva e o que é o modelo PERMA?3 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasA psiquiatria positiva procura aumentar bem-estar, relações, sentido e capacidade de realizar objetivos. O modelo PERMA organiza estes cinco aspetos, mesmo quando a pessoa vive com sintomas.
17Cuidar no dia a diaComo consigo mudar um hábito e mantê-lo?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasComece por uma ação pequena, concreta e ligada a uma rotina. Ajuste o ambiente, acompanhe o progresso e prepare o que fará quando houver obstáculos ou uma interrupção.
18Cuidar no dia a diaO que é a personalidade e que papel tem na saúde mental?4 minresposta autónoma · conceitos explicados · missão em 3 etapasPersonalidade é o padrão habitual de pensar, sentir e agir. É relativamente estável, mas pode mudar; nenhum traço define o valor de uma pessoa.

Questionários de rastreio

Medir para orientar o próximo passo

K10, GAD-7, PHQ-9 e WHO-5 com cotação imediata, limites explícitos e ligações diretas às respostas relevantes do Cuida-TE.org.

01

Rastreio, não diagnóstico

A pontuação descreve sinais num período definido. Não confirma nem exclui uma perturbação e não substitui avaliação clínica.

02

Escolha uma medida

Use a K10 para distress, o GAD-7 para ansiedade, o PHQ-9 para sintomas depressivos ou o WHO-5 para bem-estar. Não some os quatro resultados.

03

Segurança prevalece

No PHQ-9, qualquer resposta acima de “Nunca” ao item 9 abre primeiro um fluxo de segurança, independentemente do total.

As respostas ficam apenas nesta página.

Não são enviadas, guardadas no dispositivo nem vistas pelo Cuida-TE.org. Desaparecem ao atualizar ou fechar a página.

Os itens, instruções e opções são apresentados tal como nas versões portuguesas usadas como fonte, sem adaptação linguística. As orientações após a cotação são conteúdo editorial do Cuida-TE.org e estão identificadas.

Não use um questionário para decidir uma emergência.Em perigo imediato, ligue 112. Perante pensamentos de suicídio, ligue 1411.

Distress psicológico não específico

Escala de Distress Psicológico de Kessler (K10)

Período
Últimos 30 dias
Tempo
cerca de 3 minutos
Evidência
Evidência portuguesa em pessoas adultas
0 de 10 itens respondidosComplete todos para obter a cotação.
0 de 10
Texto da versão portuguesaSem adaptação editorial

Não existem respostas certas ou erradas. Responda de acordo como se sentiu durante os últimos 30 dias. Para cada afirmação escolha uma das seguintes alternativas:

1Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu cansado sem nenhuma razão aparente?
2Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu nervoso?
3Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu nervoso ao ponto de nada o conseguir acalmar?
4Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu sem esperança?
5Durante os últimos 30 dias com que frequência se sentiu irrequieto ou agitado?
6Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu irrequieto ao ponto de não conseguir parar quieto?
7Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu deprimido?
8Durante os últimos 30 dias, com que frequência sentiu que tudo era um esforço?
9Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu tão triste que nada o conseguiu animar?
10Durante os últimos 30 dias, com que frequência se sentiu inútil?
A cotação é feita no navegador e não é transmitida.
Versão, cotação, população estudada e utilização

Versão: Os dez itens, a instrução e as opções são transcritos sem adaptação editorial da versão portuguesa atribuída aos autores do estudo de adaptação. A ordem dos itens foi cotejada com a publicação.

Cotação: Somam-se as dez respostas (1 a 5): total de 10 a 50. As faixas 10–15, 16–21, 22–29 e 30–50 descrevem distress baixo, moderado, elevado e muito elevado.

Âmbito da evidência: A evidência portuguesa publicada inclui 694 pessoas adultas. O modelo original de um fator não foi confirmado; um modelo de dois fatores correlacionados apresentou melhor ajustamento. O total deve, por isso, ser usado como indicador de rastreio e não como diagnóstico.

Utilização e direitos: A página oficial K6/K10 permite utilização sem pedido formal, com reconhecimento dos direitos e citação da publicação de origem. Limite documental: o artigo português descreve a tradução, mas não reproduz o formulário integral; a proveniência da cópia deve ficar registada na revisão editorial.

Como foram criadas as orientações?

As faixas e os cálculos seguem as fontes indicadas em cada instrumento. A associação entre cada faixa, o próximo passo e as perguntas do Cuida-TE.org é uma regra editorial e clínica do projeto — não faz parte dos questionários originais. Intensidade, duração, funcionamento, contexto e segurança devem ser considerados em conjunto.

Uma pergunta que falta?

Ajude a escolher as próximas respostas.

Envie uma pergunta geral sobre saúde mental para ser avaliada e, se for adequada, incluída numa futura edição do site.

Sem dados pessoais na submissão

O projeto recebe apenas o tema e o texto da pergunta. O formulário não pede nem inclui nome, e-mail, telefone, endereço IP ou identificadores do dispositivo.

Antes de enviar

Faça uma pergunta aplicável a várias pessoas. Não escreva nomes, contactos, ligações ou detalhes que permitam identificar alguém.

Palavras explicadas

Glossário A–Z

Definições curtas, em linguagem comum, para acompanhar a leitura. O texto principal continua a explicar de imediato tudo o que é necessário para compreender ou agir.

Uma definição isolada não permite fazer um diagnóstico e não substitui uma avaliação clínica.

Abstinência
Conjunto de sintomas físicos ou psicológicos que pode surgir quando se reduz ou interrompe uma substância após uso repetido; a gravidade depende da substância e da pessoa.
Acatísia
Inquietação física intensa, muitas vezes causada por medicação, que cria necessidade de mexer as pernas, andar ou mudar constantemente de posição.
Adesão ao tratamento
Grau em que a pessoa consegue seguir o plano de cuidados acordado; deve ser avaliado sem culpa e considerando dúvidas, efeitos, custos e dificuldades práticas.
Afasia
Dificuldade de linguagem causada por lesão ou doença do cérebro, que pode afetar falar, compreender, ler ou escrever; não significa falta de inteligência.
Afetividade
Conjunto de emoções, sentimentos e estados de humor e forma como são vividos e expressos.
Agonista
Substância ou medicamento que se liga a uma estrutura da célula, chamada recetor, e a ativa, imitando ou aumentando uma ação do organismo.
Aleatorização
Distribuição dos participantes pelos grupos de um estudo por acaso, para tornar os grupos comparáveis e reduzir diferenças que poderiam distorcer o resultado.
Alexitimia
Dificuldade em reconhecer, distinguir ou descrever as próprias emoções; não significa ausência de emoções nem falta de empatia.
Alucinação
Perceção de ouvir, ver, sentir, cheirar ou saborear algo sem existir um estímulo externo correspondente; é vivida como real e pode ter diferentes causas.
Ambulatório
Regime em que a pessoa recebe cuidados sem permanecer internada, mantendo-se na comunidade e deslocando-se ao serviço ou sendo acompanhada por uma equipa comunitária.
Anedonia
Diminuição ou perda da capacidade de sentir prazer ou interesse em atividades que antes eram agradáveis.
Anestésico dissociativo
Medicamento anestésico que pode produzir sensação de separação do corpo, do ambiente ou da experiência habitual; cetamina e escetamina pertencem a este grupo.
Anosognosia
Incapacidade causada por alteração cerebral de reconhecer a própria doença ou dificuldade; não é simples negação, teimosia ou falta de vontade.
Ansiedade
Resposta de alerta que envolve preocupação, tensão e alterações físicas; torna-se um problema quando é intensa, persistente ou incapacitante.
Antagonista
Substância ou medicamento que se liga a uma estrutura da célula, chamada recetor, e bloqueia ou reduz a sua ativação.
Antidepressivo
Medicamento usado sobretudo no tratamento da depressão e também de algumas perturbações de ansiedade e outras condições.
Antipsicótico
Medicamento usado principalmente para reduzir sintomas psicóticos; pode também ser utilizado noutras condições, conforme avaliação clínica.
Apatia
Redução marcada da motivação e da iniciativa; não é o mesmo que preguiça nem significa falta de afeto pela família.
Apoio à decisão
Ajuda escolhida e adaptada para que a própria pessoa compreenda, pondere e comunique uma decisão, sem ser substituída por quem a apoia.
Apoio por pares
Apoio baseado na reciprocidade entre pessoas com experiências semelhantes; quando formal, exige função, formação, limites e supervisão definidos.
Apraxia
Dificuldade adquirida em executar um movimento aprendido, apesar de existir força e compreensão suficientes; pode afetar, por exemplo, vestir, usar objetos ou engolir.
Ataque de pânico
Episódio súbito de medo ou desconforto intenso, acompanhado por sintomas físicos e sensação de perigo iminente.
Atenção plena
Prática de prestar atenção ao momento presente, de forma intencional e sem julgar imediatamente a experiência.
Atomoxetina
Medicamento não estimulante usado no tratamento da PHDA; pode afetar apetite, sono, pulso, tensão arterial e humor, pelo que exige acompanhamento.
AUDIT
Questionário breve criado pela Organização Mundial da Saúde para identificar consumo de álcool com risco, possíveis consequências e necessidade de avaliação adicional.
Autismo
Condição relacionada com a forma como o cérebro se desenvolve, com diferenças na comunicação e interação social, nos sentidos, nas rotinas ou nos interesses; varia muito entre pessoas.
Autocuidado
Ações que ajudam a proteger a saúde, a segurança e o bem-estar, ajustadas às necessidades e à capacidade de cada momento.
Autoestigma
Interiorização, pela própria pessoa, das ideias negativas dirigidas ao grupo a que pertence, podendo reduzir autoestima, esperança e procura de ajuda.
Autolesão
Ato intencional de provocar uma lesão ou intoxicação no próprio corpo, podendo existir ou não intenção de morrer.
AVC — acidente vascular cerebral
Interrupção ou hemorragia da circulação de sangue no cérebro, que pode causar alterações súbitas da força, fala, visão, equilíbrio ou comportamento; é uma emergência médica.
Ayahuasca
Preparação de plantas que pode combinar DMT com substâncias que prolongam o seu efeito; pode causar interações graves e não é tratamento psiquiátrico aprovado em Portugal.
Benzodiazepina
Medicamento sedativo ou ansiolítico que pode ser útil por períodos definidos e exige cautela devido ao risco de dependência.
Biomarcador
Característica biológica mensurável que indica um processo normal, uma alteração ou uma possível resposta a tratamento; isoladamente, nem sempre permite estabelecer um diagnóstico.
Burnout
Síndrome associada a stresse crónico no trabalho, marcada por exaustão, distanciamento mental e menor eficácia profissional.
Cafeína
Substância estimulante presente no café, chá, bebidas energéticas e alguns medicamentos; pode alterar sono, ansiedade, pulso e efeito de outros estimulantes.
Capacidade para consentir
Capacidade de compreender e ponderar a informação relevante para uma decisão concreta e de comunicar uma escolha num determinado momento.
Caracterização longitudinal
Avaliação de como sintomas, funcionamento e acontecimentos mudam ao longo do tempo, em vez de considerar apenas o que acontece num único momento.
Cardiometabólico
Relacionado com o coração, os vasos sanguíneos e a forma como o corpo usa energia, incluindo tensão arterial, açúcar e gorduras no sangue e peso.
Catatonia
Alteração grave do movimento e da resposta ao ambiente, com imobilidade, rigidez, silêncio ou agitação; exige avaliação médica urgente.
Causalidade
Relação em que um fator contribui para produzir uma alteração noutro; uma associação estatística, por si só, não demonstra esta relação.
Cegamento
Método de investigação em que participantes, profissionais ou avaliadores não sabem quem recebeu cada intervenção, para reduzir a influência das expectativas nos resultados.
Cetamina
Medicamento anestésico com efeitos dissociativos. A forma racémica está autorizada como anestésico; o uso para depressão não corresponde à indicação aprovada em Portugal.
CHIME
Modelo de recuperação pessoal com cinco processos: conexão, esperança, identidade, sentido e empoderamento. A sigla vem dos nomes destes processos em inglês.
CID-11
Décima primeira revisão da Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, usada para registar e comparar diagnósticos e informação de saúde.
Classificação categorial
Forma de organizar diagnósticos em grupos distintos, usando critérios que indicam se uma perturbação está ou não presente.
Classificação dimensional
Forma de descrever características num contínuo de intensidade, em vez de decidir apenas se uma categoria está presente ou ausente.
Clozapina
Antipsicótico usado sobretudo quando outros não produziram resposta suficiente; requer vigilância específica do sangue e de efeitos cardíacos e intestinais.
Co-criação
Desenvolvimento conjunto de políticas, serviços ou materiais com participação efetiva e poder de influência das pessoas diretamente afetadas.
Cognição
Conjunto de capacidades mentais usadas para prestar atenção, aprender, recordar, compreender, planear, decidir e resolver problemas.
Comorbilidade
Presença de duas ou mais condições de saúde na mesma pessoa durante o mesmo período.
Comportamento suicidário
Ato relacionado com preparar ou tentar causar a própria morte. Pensamentos sem ação designam-se por ideação suicida, embora também exijam avaliação e apoio.
Comportamentos aditivos
Comportamentos repetidos que se tornam difíceis de controlar e continuam apesar de danos, como o jogo a dinheiro ou o videojogo em casos específicos.
Compulsão
Ato repetitivo ou regra mental que a pessoa sente necessidade de cumprir para reduzir ansiedade ou evitar algo temido.
Condição clínica
Problema ou estado de saúde avaliado num contexto de cuidados, que pode exigir acompanhamento ou tratamento; não é necessariamente um diagnóstico confirmado.
Confabulação
Preenchimento involuntário de falhas de memória com informação incorreta em que a pessoa acredita; não é uma mentira intencional.
Confundimento
Distorção numa associação quando um terceiro fator está ligado tanto à possível causa como ao resultado e pode explicar parte da relação observada.
Consentimento livre e esclarecido
Autorização ou recusa dada depois de receber e compreender informação relevante, com liberdade para decidir e possibilidade de rever a decisão.
Consumos
Uso de álcool, medicamentos ou outras substâncias psicoativas. A expressão não indica, por si só, dependência; importa avaliar quantidade, frequência, contexto, consequências e controlo.
Contenção
Intervenção imposta que limita movimentos ou mobilidade. Na Lei da Saúde Mental, os meios de contenção físicos ou químicos integram as medidas coercivas.
Contenção ambiental
Limitação da mobilidade através do espaço, como permanecer numa sala fechada ou área limitada sob supervisão; quando imposta, corresponde a isolamento coercivo.
Contenção física
Uso direto do corpo de profissionais para segurar, bloquear ou deslocar uma pessoa contra a sua ação; também se designa contenção manual.
Contenção mecânica
Uso de equipamentos ou dispositivos para restringir os movimentos de uma pessoa; exige necessidade excecional, vigilância contínua, registo e duração mínima.
Contenção química ou farmacológica
Administração de medicamento psicoativo com a finalidade imediata principal de inibir movimento ou comportamento; não é o mesmo que medicação aceite para tratar uma condição.
Contraindicação
Situação em que um tratamento pode causar mais risco do que benefício ou exige precauções especiais; pode ser absoluta ou depender do caso.
Coping
Conjunto de estratégias usadas para lidar com stresse, sintomas ou situações difíceis; algumas ajudam a adaptar-se e outras podem aumentar o problema.
Corpos de Lewy
Depósitos anormais da proteína alfa-sinucleína dentro de células nervosas, associados à demência com corpos de Lewy e à doença de Parkinson.
Correlação
Medida de quanto duas características variam em conjunto. Não demonstra, por si só, que uma causa a outra.
Corticosteroides
Medicamentos semelhantes a hormonas produzidas pelas glândulas suprarrenais, usados para reduzir inflamação ou atividade imunitária; em algumas pessoas podem alterar sono, humor ou pensamento.
COVID-19
Doença infeciosa que provocou a pandemia iniciada em 2019 e que pode afetar a saúde física, o bem-estar, as relações, o trabalho e o acesso a cuidados.
Crise suicidária
Situação em que pensamentos, planos ou comportamentos suicidários exigem avaliação rápida, apoio e proteção.
Critérios politéticos
Critérios em que basta cumprir alguns elementos de uma lista. Por isso, duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter sintomas bastante diferentes.
Cuidados de base comunitária
Cuidados prestados perto do meio habitual de vida, articulados com recursos locais e orientados para continuidade, autonomia, participação e inclusão.
Dano moral
Sofrimento causado por ter de agir contra valores profissionais ou por não conseguir prestar os cuidados considerados corretos devido às condições existentes.
DBS — estimulação cerebral profunda
Técnica que exige cirurgia para colocar elétrodos em zonas profundas do cérebro; em psiquiatria é reservada a situações muito específicas ou permanece experimental.
Deficiência psicossocial
Limitação da participação que resulta da interação entre dificuldades de saúde mental duradouras e barreiras sociais, institucionais ou ambientais.
Delírio
Crença mantida com forte convicção apesar de evidência clara em contrário e que não é explicada pelo contexto cultural.
Delírio de ciúme
Convicção inabalável de que a pessoa parceira é infiel, apesar de não existirem provas adequadas ou de existirem factos em contrário; pode aumentar o risco de violência.
Delírio de culpa
Convicção inabalável de ter cometido uma falta grave, causado um dano ou merecer punição, sem fundamento proporcional nos factos.
Delírio de doença
Convicção inabalável de ter uma doença, geralmente grave, apesar de avaliação clínica adequada indicar o contrário; distingue-se de uma preocupação de saúde sobre a qual existe dúvida.
Delírio de envenenamento
Convicção inabalável de que alimentos, bebidas ou medicamentos foram envenenados ou adulterados para causar dano, apesar de não existirem provas adequadas.
Delírio de gravidez
Convicção inabalável de existir uma gravidez, apesar de avaliação clínica adequada indicar que não existe; não é o mesmo que uma gravidez psicológica com sinais físicos.
Delírio de ruína
Convicção inabalável de ter perdido, ou vir a perder, dinheiro, bens ou meios de sobrevivência, apesar de os factos indicarem o contrário.
Delirium
Alteração súbita e flutuante da atenção, consciência e pensamento, geralmente causada por doença, medicação, substâncias ou abstinência; requer avaliação médica rápida.
Demência
Síndrome causada por doenças que afetam o cérebro, com declínio da memória ou de outras capacidades mentais suficiente para interferir na vida diária; não é envelhecimento normal.
Demência frontotemporal
Grupo de doenças cerebrais progressivas que afetam sobretudo regiões frontais e temporais, podendo alterar precocemente comportamento, personalidade, empatia ou linguagem, antes da memória.
Depressão
Perturbação que pode envolver tristeza persistente, perda de interesse ou prazer e alterações do sono, energia, apetite ou concentração.
Descontinuação
Redução ou interrupção planeada de um medicamento; deve ser distinguida de sintomas da doença e, quando necessário, feita de forma gradual e acompanhada.
Desinibição
Perda dos travões que ajudam a adequar o comportamento ao contexto; pode causar impulsividade, comentários ou atos inadequados e exige perceber se é recente ou habitual.
Desprescrição
Processo acompanhado de reduzir ou parar medicamentos que deixaram de ser necessários, causam mais riscos do que benefícios ou já não correspondem aos objetivos.
Desrealização
Sensação de que o mundo ou o ambiente parecem irreais, distantes ou estranhos, embora a pessoa reconheça que essa sensação não corresponde a uma mudança real.
Desregulação emocional
Dificuldade persistente em reconhecer, tolerar ou ajustar emoções intensas e em regressar a um estado de maior equilíbrio.
Determinantes da saúde
Condições pessoais, sociais, económicas e ambientais que protegem ou prejudicam a saúde.
DGS — Direção-Geral da Saúde
Organismo público português que emite orientações, coordena programas e produz informação para proteger e promover a saúde.
Diagnóstico
Identificação clínica feita após avaliar sintomas, duração, impacto, contexto e outras explicações possíveis.
Diagnóstico diferencial
Comparação entre várias causas possíveis para os mesmos sintomas, até encontrar a explicação mais provável e excluir problemas que exigem outra resposta.
Dimensão do efeito
Medida do tamanho de uma diferença ou associação encontrada num estudo; ajuda a distinguir um resultado apenas detetável de uma mudança com importância prática.
Discinesia tardia
Movimentos involuntários, muitas vezes da boca, língua, face ou membros, que podem surgir após exposição prolongada a certos medicamentos e persistir depois da sua alteração.
Discriminação
Tratamento injusto ou desigual devido a uma característica, identidade ou condição, como origem, deficiência, orientação sexual, identidade de género ou problema de saúde.
Disfagia
Dificuldade em engolir alimentos, líquidos ou saliva; pode causar engasgamento, desidratação, perda de peso ou passagem de conteúdo para os pulmões.
Disforia de género
Sofrimento clinicamente relevante associado à diferença entre o género vivido e o sexo atribuído; a identidade trans, por si só, não é doença.
Dissociação
Sensação de desconexão de si, das emoções, da memória, do corpo ou do ambiente.
Distratibilidade
Facilidade excessiva em desviar a atenção para estímulos pouco importantes, dificultando manter o foco numa tarefa ou conversa.
DMP — diferença média padronizada
Medida usada para comparar a diferença média entre grupos quando os estudos usam escalas diferentes; valores mais afastados de zero indicam diferenças maiores.
DMT
Psicadélico clássico de ação geralmente curta quando inalado e componente psicoativo da ayahuasca; não é tratamento psiquiátrico de rotina aprovado em Portugal.
Dopaminérgico
Relacionado com a dopamina, uma substância usada pelas células nervosas para comunicar e que participa, entre outras funções, no movimento, motivação e recompensa.
DSM-5-TR
Revisão de texto da quinta edição do manual da Associação Americana de Psiquiatria que organiza perturbações mentais e respetivos critérios diagnósticos; não é um guia de tratamento.
Efeitos adversos
Efeitos indesejados que podem surgir com um medicamento ou tratamento; devem ser avaliados juntamente com os benefícios e comunicados à equipa de saúde.
Eletrocardiograma
Exame que regista a atividade elétrica do coração através de elétrodos colocados na pele; é abreviado por ECG.
Eletroconvulsivoterapia
Tratamento realizado sob anestesia geral e relaxamento muscular, no qual um estímulo elétrico breve e controlado produz uma convulsão terapêutica; é usado sobretudo na depressão grave, depressão psicótica e catatonia.
Embotamento afetivo
Redução da intensidade sentida ou da expressão visível das emoções; não significa necessariamente indiferença, falta de afeto ou falta de empatia.
Empatia
Capacidade de compreender a experiência ou os sentimentos de outra pessoa e de lhes responder; não exige concordar e pode existir mesmo quando a expressão emocional é diferente.
Enfermagem de saúde mental e psiquiátrica
Área especializada que inclui avaliação e diagnóstico de enfermagem, relação terapêutica, cuidados de enfermagem e, em particular, intervenções de enfermagem especializadas: psicoeducativas, psicoterapêuticas, socioterapêuticas e psicossociais.
Enlanguescimento
Estado de baixo bem-estar, vazio ou estagnação, mesmo quando não existe uma perturbação mental diagnosticada.
Ensaio clínico
Estudo realizado com pessoas para avaliar benefícios e riscos de uma intervenção, seguindo um plano previamente definido.
Ensombramento diagnóstico
Erro de atribuir sintomas novos a um diagnóstico ou condição já conhecida, sem investigar outras causas físicas, psicológicas ou sociais possíveis.
Entidade Reguladora da Saúde (ERS)
Entidade pública independente que regula os prestadores de cuidados de saúde em Portugal e recebe, regista e acompanha reclamações sobre esses cuidados.
Epidemiologia
Estudo da frequência, distribuição e fatores associados a problemas de saúde em populações.
Escetamina
Componente da cetamina disponível por via nasal para alguns casos de depressão resistente, sob supervisão e segundo critérios clínicos; não é um psicadélico clássico.
Estereótipo
Ideia generalizada atribuída a todas as pessoas de um grupo, sem atender às diferenças individuais; pode alimentar julgamento, exclusão e discriminação.
Estigma
Processo de marcar e desvalorizar uma pessoa ou grupo através de ideias negativas, julgamento e exclusão, podendo causar discriminação e perda de oportunidades.
Estigma estrutural
Desvantagem produzida por leis, políticas, serviços ou práticas institucionais que limitam direitos, recursos ou oportunidades de um grupo.
Estigma público
Estereótipos, preconceitos e comportamentos discriminatórios partilhados na comunidade acerca de uma pessoa ou grupo.
Estimulação magnética transcraniana
Técnica não invasiva que usa pulsos magnéticos aplicados através de uma bobina sobre a cabeça para modular a atividade de circuitos cerebrais; não requer anestesia.
Estudo de coorte
Estudo que acompanha um grupo de pessoas ao longo do tempo para observar exposições e resultados; pode encontrar associações, mas não prova automaticamente causalidade.
Estudo observacional
Estudo em que os investigadores observam o que acontece sem atribuir a intervenção; identifica associações, mas tem mais dificuldade em demonstrar causalidade.
Estudo transversal
Estudo que mede exposição e resultado num único período; descreve frequências e associações, mas geralmente não permite saber o que aconteceu primeiro.
Eufemismo
Palavra ou expressão indireta usada para suavizar outra mais clara; pode reduzir desconforto, mas também esconder a realidade que precisa de ser nomeada.
Evidência científica
Conhecimento produzido por investigação e avaliado quanto à qualidade, consistência, limitações e aplicação ao caso concreto.
Evitação experiencial
Tentativa persistente de fugir, controlar ou eliminar pensamentos, emoções ou sensações internas, mesmo quando isso prejudica a vida a longo prazo.
Exame da realidade
Processo de comparar uma perceção ou convicção com factos, contexto e perspetivas externas, distinguindo a experiência interna do que acontece no mundo exterior.
Externalização
Tendência para as dificuldades se manifestarem sobretudo em ações observáveis, como impulsividade, agressividade, oposição ou quebra de regras.
Farmacocinética e farmacodinâmica
Farmacocinética é o que o corpo faz ao medicamento; farmacodinâmica é o que o medicamento faz no corpo. Ambas podem mudar com idade, doença e outros medicamentos.
Farmacológico
Relativo a medicamentos ou ao seu uso na prevenção, avaliação ou tratamento de uma condição de saúde.
Fator de risco
Característica ou circunstância associada a maior probabilidade de um problema; não determina o que acontecerá a uma pessoa.
Fator protetor
Característica, relação ou condição que reduz risco ou ajuda a lidar melhor com adversidades.
FITT
Forma de planear exercício segundo quatro componentes: frequência, intensidade, tempo e tipo de atividade.
Formulação clínica
Síntese colaborativa e revisável dos problemas, contexto, fatores que os precipitam ou mantêm, recursos e hipóteses que orientam o plano de cuidados.
Funcionalidade
Capacidade de realizar atividades importantes, como autocuidado, relações, estudo, trabalho e participação na comunidade.
GABA — ácido gama-aminobutírico
Substância usada pelas células nervosas para comunicar e que, em geral, reduz a sua atividade; álcool e alguns medicamentos modificam a sua ação.
Glicemia e hemoglobina glicada
A glicemia mede a glucose no sangue num dado momento; a hemoglobina glicada, ou HbA1c, estima a média dos últimos dois a três meses.
Glutamato
Principal substância que aumenta a atividade de muitas células nervosas; participa na aprendizagem, memória e ação de medicamentos como cetamina e escetamina.
GRADE
Método para classificar a confiança nas conclusões de um conjunto de estudos, geralmente como muito baixa, baixa, moderada ou elevada.
Grandiosidade
Convicção ou sentimento exagerado de poder, capacidade, importância ou estatuto; pode surgir, por exemplo, num episódio de mania.
Guanfacina
Medicamento não estimulante usado na PHDA; pode causar sonolência e diminuir pulso ou tensão arterial, e a sua interrupção deve ser planeada.
Hemograma
Análise que conta e caracteriza as principais células do sangue, incluindo glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
Hereditabilidade
Estimativa da parte das diferenças observadas numa população associada a diferenças genéticas; não indica o risco nem o destino de uma pessoa concreta.
Heterogeneidade
Grau em que os participantes, métodos ou resultados diferem entre estudos; quando é elevada, uma média pode representar mal casos ou contextos concretos.
Hipertensão intracraniana
Aumento da pressão dentro do crânio, que pode ter várias causas e exige avaliação médica urgente ou especializada.
Hipertermia
Aumento perigoso da temperatura do corpo por falha na perda de calor, exercício, ambiente ou substâncias; não é necessariamente causado por infeção.
Hipomania
Período de humor e energia anormalmente elevados ou irritáveis, menos intenso do que a mania, mas diferente do funcionamento habitual e clinicamente relevante.
HR — comparação do risco ao longo do tempo
Medida que compara a rapidez com que um acontecimento ocorre em dois grupos ao longo do seguimento; deve ser lida com a incerteza da estimativa.
Iatrogénico
Dano ou problema causado, sem intenção, por um cuidado, exame, medicamento ou outra intervenção de saúde.
Ibuprofeno
Medicamento anti-inflamatório e analgésico disponível em algumas apresentações sem receita; pode interagir com lítio e outros tratamentos.
Ideação suicida
Pensamentos sobre suicídio, que podem variar de ideias passageiras a intenção ou planos concretos.
IIQ — intervalo interquartil
Faixa que contém a metade central dos valores observados, entre o primeiro e o terceiro quartis; descreve a dispersão sem ser dominada por valores extremos.
ILGA Portugal
Associação portuguesa que defende direitos e presta apoio comunitário, psicológico, social e jurídico a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo.
Incidência
Número de casos novos de uma condição que surgem numa população durante um período definido; não é o total de pessoas que têm essa condição.
Inibidor da monoamina oxidase
Medicamento ou substância que bloqueia uma enzima responsável por degradar certos mensageiros químicos; pode causar interações perigosas com MDMA, ayahuasca e outros produtos.
Insight clínico
Capacidade de reconhecer que existe uma alteração de saúde, compreender algumas das suas consequências e perceber a possível necessidade de cuidados.
Interferão
Proteína do sistema imunitário e também medicamento usado em algumas doenças; certos interferões podem, em algumas pessoas, provocar alterações do humor, sono ou pensamento.
Internalização
Tendência para o sofrimento se dirigir sobretudo para dentro, através de ansiedade, tristeza, medo, culpa, retraimento ou queixas físicas.
Internamento
Permanência numa unidade de saúde para avaliação, vigilância e tratamento, voluntária ou involuntária; não autoriza, por si só, medidas coercivas.
Interseccionalidade
Perspetiva que analisa como diferentes posições sociais e formas de desigualdade se combinam e produzem experiências que não se explicam isoladamente.
Intervalo de confiança
Faixa de valores compatíveis com os dados de um estudo. Intervalos largos indicam maior incerteza sobre a estimativa.
Intervalo de predição
Faixa onde se espera que possa ficar o resultado de um novo estudo semelhante; quando inclui ausência de efeito, recomenda cautela na generalização.
Intervenção precoce
Cuidados iniciados pouco depois dos primeiros sinais ou episódios, para reduzir atrasos, limitar consequências e apoiar a recuperação desde o início.
Intervenções cognitivo-comportamentais
Intervenções estruturadas que ajudam a identificar e modificar relações entre pensamentos, emoções e comportamentos, treinando estratégias para lidar com dificuldades concretas.
Intolerância à frustração
Dificuldade em suportar obstáculos, espera ou resultados diferentes do desejado, podendo causar sofrimento intenso ou reações impulsivas.
Intolerância à incerteza
Dificuldade em suportar não saber o que vai acontecer, levando a preocupação, procura de garantias, controlo ou evitamento.
Invasivo
Procedimento que entra no corpo através de cirurgia, agulha ou dispositivo; diferentes técnicas têm graus de invasão e risco muito distintos.
Investigacional
Ainda em estudo e sem prova ou autorização suficiente para ser considerado tratamento habitual nessa indicação.
iTBS — estimulação intermitente em rajadas teta
Forma mais curta de rTMS que organiza pulsos magnéticos em pequenos grupos repetidos; uma sessão pode durar cerca de três minutos.
Labilidade emocional
Oscilações rápidas e difíceis de controlar na expressão emocional, como passar do riso ao choro; podem ter causas psicológicas, neurológicas ou medicamentosas.
Lamotrigina
Medicamento usado na epilepsia e na estabilização do humor; é iniciado gradualmente porque uma erupção da pele pode, raramente, ser grave.
Letalidade
Proporção de pessoas com determinada situação que morrem devido a ela; não é o mesmo que o número de casos numa população.
LGBTQIA+
Sigla que inclui pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer ou em questionamento, intersexo e assexuais; o sinal mais abrange outras orientações, identidades e expressões.
Limitações conceptuais
Problemas ou fronteiras do próprio modo como uma ideia ou modelo foi definido, e não apenas falhas na sua aplicação.
Lisdexanfetamina
Medicamento estimulante usado na PHDA; pode diminuir o apetite e afetar sono, pulso e tensão arterial, exigindo vigilância individual.
Literacia em saúde mental
Conhecimentos e competências para cuidar da saúde mental, reconhecer dificuldades, reduzir o estigma e procurar ajuda adequada.
Lítio
Medicamento estabilizador do humor que exige medição regular do nível no sangue e vigilância dos rins, tiroide, cálcio e possíveis interações.
LIVE LIFE
Abordagem da Organização Mundial da Saúde para prevenir o suicídio através de ações sobre meios letais, comunicação, competências juvenis e identificação e apoio precoces.
LSD
Psicadélico clássico muito potente e de ação prolongada, que altera perceção e pensamento; não é tratamento psiquiátrico de rotina aprovado em Portugal.
Mania
Episódio de humor muito elevado ou irritável, com aumento marcado de energia e alterações relevantes do comportamento e funcionamento.
Manipulação
Tentativa deliberada de influenciar alguém através de engano, pressão ou controlo. O rótulo não deve ser aplicado automaticamente a pedidos intensos, sofrimento ou dificuldade em comunicar.
MDMA
Substância sintética com efeitos estimulantes e de maior proximidade emocional; não é um psicadélico clássico nem um tratamento psiquiátrico de rotina aprovado em Portugal.
Medicalização
Interpretação de experiências ou problemas sociais como questões médicas, mesmo quando essa explicação pode ser insuficiente.
Medicamentos Z
Medicamentos sedativos usados por períodos definidos na insónia, com efeitos e riscos de dependência semelhantes em parte aos das benzodiazepinas.
Medidas coercivas
Intervenções impostas para controlar uma situação; a lei só as admite como último recurso perante perigo grave e iminente para o corpo ou a saúde.
Medidas restritivas
Limites a direitos, liberdade, vontade ou preferências. A expressão descreve restrições, mas não é, na Lei da Saúde Mental, o nome dos meios de contenção.
Mentalização
Capacidade de tentar compreender os próprios pensamentos e sentimentos e os de outras pessoas, reconhecendo que não se pode saber tudo com certeza.
Metanálise
Estudo que combina estatisticamente os resultados de várias investigações comparáveis para estimar um efeito global.
Metilfenidato
Medicamento estimulante usado na PHDA; pode diminuir o apetite e afetar sono, pulso e tensão arterial, exigindo vigilância individual.
Microdesafio
Pequena atividade interativa que ajuda a verificar e consolidar a ideia central de uma resposta.
mMET-h
Unidade que combina intensidade e duração da atividade física. No texto, 4,4 mMET-h por semana correspondem aproximadamente a 1,25 horas de caminhada rápida.
Modelo de vulnerabilidade-stresse
Explica que uma perturbação pode surgir da interação entre predisposição pessoal e situações de stresse; nenhum dos elementos determina sozinho o resultado.
Monitorização
Acompanhamento regular de sintomas, segurança, efeitos e resultados para perceber se um cuidado funciona e se precisa de ser ajustado.
Moralização
Interpretação de um problema de saúde ou comportamento como prova de virtude ou falha moral, em vez de considerar causas, contexto e necessidades de cuidados.
Mutismo
Ausência ou redução marcada da fala. Pode resultar de ansiedade, de problemas de saúde mental ou de doença cerebral e não significa automaticamente recusa ou teimosia.
Naproxeno
Medicamento anti-inflamatório e analgésico que pode interagir com lítio e outros tratamentos; deve ser confirmado com a equipa ou a farmácia.
Neurocognitivo
Relativo a alterações do cérebro que afetam capacidades mentais como atenção, memória, linguagem, planeamento ou reconhecimento.
Neurodesenvolvimento
Desenvolvimento do cérebro e das capacidades de atenção, aprendizagem, comunicação, movimento e comportamento desde a infância.
Neurodiversidade
Ideia de que existem diferentes formas de o cérebro se desenvolver e funcionar; reconhece diferenças humanas sem negar necessidades de apoio, incapacidade ou sofrimento.
Neuromodulação
Conjunto de técnicas que alteram a atividade de circuitos do sistema nervoso através de energia elétrica ou magnética; inclui métodos não invasivos e métodos implantáveis.
Neuroplasticidade
Capacidade do sistema nervoso para modificar ligações e funcionamento em resposta à experiência, aprendizagem ou lesão.
Neurotransmissor
Substância química usada pelas células nervosas para transmitir sinais, como serotonina, dopamina, glutamato ou ácido gama-aminobutírico.
Niacina
Vitamina B3. Em alguns ensaios é usada como comparação porque pode causar sensações físicas percetíveis, sem reproduzir a ação psicadélica da psilocibina.
Obsessão
Pensamento, imagem ou impulso repetido e indesejado que causa ansiedade ou desconforto.
Obstipação
Prisão de ventre: evacuações pouco frequentes, fezes duras ou dificuldade em evacuar; pode causar dor, mal-estar, confusão ou agitação, sobretudo em pessoas vulneráveis.
Opioide
Medicamento ou substância com ação semelhante à morfina, usado sobretudo para a dor; combinado com sedativos pode diminuir perigosamente a respiração.
Paridade entre saúde mental e saúde física
Princípio de atribuir à saúde mental prioridade, acesso, qualidade, proteção financeira e recursos comparáveis aos concedidos à saúde física.
Perinatal
Relativo ao período da gravidez e ao tempo após o parto; em saúde mental, considera-se habitualmente até um ano depois do nascimento.
PERMA
Modelo de bem-estar com cinco elementos: emoções positivas, envolvimento, relações, sentido e realização. A sigla vem dos nomes destes elementos em inglês.
Personalidade
Conjunto de padrões relativamente estáveis de pensar, sentir, relacionar-se e agir. Descreve diferenças entre pessoas e não é, por si só, diagnóstico nem juízo moral.
Perturbação de pânico
Perturbação marcada por ataques de pânico recorrentes e inesperados, seguidos de preocupação persistente ou mudanças de comportamento para evitar novos ataques.
Perturbação mental
Alteração clinicamente significativa do pensamento, regulação emocional ou comportamento, geralmente associada a sofrimento ou perda de funcionalidade.
Perturbações da personalidade
Padrões duradouros e pouco flexíveis de sentir, pensar e agir que surgem em vários contextos e causam sofrimento ou dificuldades importantes.
Perturbações de ansiedade
Grupo de perturbações com medo ou ansiedade persistentes e desproporcionados, evitamento e impacto relevante na vida diária.
Perturbações dissociativas
Perturbações marcadas por desconexões persistentes entre memória, identidade, consciência, emoções, corpo ou perceção do ambiente.
Perturbações do comportamento alimentar
Perturbações com alterações persistentes da alimentação ou do controlo do peso que prejudicam a saúde física, o bem-estar ou a vida diária.
Perturbações do espetro da esquizofrenia
Grupo de perturbações que podem envolver delírios, alucinações, pensamento desorganizado, alterações do comportamento ou redução da expressão e da iniciativa.
Perturbações do humor
Grupo de perturbações em que existem episódios importantes de depressão, elevação ou irritabilidade do humor, como nas perturbações depressivas e bipolares.
Perturbações do neurodesenvolvimento
Condições que começam durante o desenvolvimento e podem afetar aprendizagem, atenção, comunicação, interação, comportamento, movimento ou capacidade intelectual.
Perturbações do sono-vigília
Grupo de problemas persistentes na duração, qualidade, horário ou comportamento do sono, com impacto no dia a dia.
Perturbações neurocognitivas
Condições em que existe declínio adquirido de capacidades mentais, como memória, atenção, linguagem ou planeamento; incluem diferentes formas de demência.
Perturbações por uso de substâncias
Condições em que o uso de álcool, medicamentos ou outras drogas se torna difícil de controlar e continua apesar de consequências prejudiciais.
Pessoa com experiência vivida
Pessoa cujo conhecimento inclui a experiência direta de dificuldades de saúde mental, de recuperação ou de utilização dos serviços.
PHDA — perturbação de hiperatividade e défice de atenção
Condição do neurodesenvolvimento com desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade persistentes, iniciadas na infância, presentes em mais de um contexto e com impacto na vida.
Placebo
Intervenção sem o componente específico que está a ser testado, usada para comparar resultados e estimar o efeito das expectativas e do contexto.
Placebo ativo
Substância de comparação que produz alguns efeitos percetíveis sem reproduzir o mecanismo terapêutico em estudo, usada para dificultar que participantes adivinhem o grupo recebido.
Polimedicação
Utilização de vários medicamentos ao mesmo tempo; pode ser necessária, mas aumenta a importância de rever interações, efeitos indesejados e tratamentos já dispensáveis.
Preconceito
Julgamento ou atitude formada antes de conhecer suficientemente uma pessoa ou situação, muitas vezes baseada em estereótipos.
Prevalência
Proporção de pessoas de uma população que apresenta uma condição durante um período definido.
Prevenção
Ações destinadas a reduzir a probabilidade de um problema surgir, a detetá-lo cedo ou a limitar as suas consequências.
Processo de contraordenação
Procedimento usado por uma autoridade para investigar uma possível infração administrativa e, se esta for confirmada, aplicar uma sanção, como uma coima.
Prognóstico
Estimativa informada sobre a evolução provável de uma condição; não é um destino individual.
Prolactina
Hormona envolvida na produção de leite; quando aumenta por efeito de um medicamento pode alterar menstruação, mamas, desejo sexual e função reprodutiva.
Prosódia
Ritmo, entoação, intensidade e pausas da fala, que ajudam a comunicar emoção e intenção para além das palavras.
Psicadélico
Substância que altera temporariamente perceção, pensamento e experiência emocional; os psicadélicos clássicos, como a psilocibina e o LSD, atuam sobretudo no recetor 5-HT2A da serotonina.
Psicoativo
Que atua no cérebro e pode alterar perceção, pensamento, emoções, comportamento ou consciência; inclui álcool, alguns medicamentos e outras substâncias.
Psicoeducação
Informação estruturada que ajuda a compreender uma condição, os cuidados possíveis e formas práticas de lidar com ela.
Psicofármaco
Medicamento que atua em processos do sistema nervoso e é utilizado no tratamento de problemas de saúde mental.
Psicologia
Disciplina científica e profissão que estuda processos mentais, emoções e comportamento e aplica métodos de avaliação e intervenção psicológica dentro das competências profissionais.
Psicomotor
Relativo à ligação entre processos mentais e movimento; uma alteração psicomotora pode tornar a fala e os gestos muito lentos ou causar agitação.
Psicose
Estado em que a perceção, o pensamento ou a interpretação da realidade ficam significativamente alterados; pode incluir alucinações ou delírios.
Psicossocial
Relativo à relação entre fatores psicológicos e condições sociais, como família, trabalho, habitação, rendimento, discriminação e apoio disponível.
Psicoterapia
Intervenção clínica baseada na relação e em métodos psicológicos estruturados para compreender e modificar sofrimento, padrões ou comportamentos.
Psilocibina
Substância psicadélica presente em alguns cogumelos, transformada no organismo em psilocina; está a ser investigada, mas não é tratamento psiquiátrico de rotina aprovado em Portugal.
Psilocina
Substância psicadélica ativa formada no organismo a partir da psilocibina e também presente em alguns cogumelos.
Psiquiatria
Especialidade médica dedicada à prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento das perturbações mentais, incluindo a consideração de causas físicas e o uso de medicação quando indicado.
Quadros tóxicos
Alterações físicas ou mentais provocadas pela exposição a uma substância, medicamento ou veneno; podem incluir confusão, agitação, sonolência, alucinações ou alterações da consciência.
Rastreio
Avaliação inicial, muitas vezes por questionário, para identificar quem pode precisar de avaliação clínica; não confirma, por si só, um diagnóstico.
Razão de possibilidades
Medida que compara a possibilidade de um resultado entre dois grupos; não é igual a risco relativo e pode parecer maior quando o resultado é frequente.
Reabilitação psicossocial
Apoio à recuperação de autonomia, relações, participação social, estudo ou trabalho perante dificuldades de saúde mental.
Recaída
Regresso ou agravamento de sintomas ou comportamentos após um período de melhoria.
Recetor
Estrutura de uma célula à qual uma substância se liga para produzir, bloquear ou modificar um sinal no organismo.
Recetor 5-HT2A
Estrutura presente em células do cérebro que responde à serotonina e é um dos principais locais de ação dos psicadélicos clássicos.
Registo ABC do comportamento
Ferramenta que regista o que aconteceu antes, o comportamento observável e o que aconteceu depois, para identificar padrões sem atribuir intenções.
Regulação emocional
Capacidade de reconhecer e influenciar a intensidade, duração ou expressão das emoções sem ter de as eliminar.
Remissão
Período de melhoria em que os sintomas diminuem muito ou deixam de cumprir os critérios clínicos, total ou parcialmente.
Revisão sistemática
Síntese de investigação feita através de uma pesquisa e avaliação explícitas, planeadas e reproduzíveis.
Revivescência traumática
Experiência involuntária de sentir que um acontecimento traumático está a ocorrer novamente, por imagens, sensações ou recordações intrusivas.
Risco relativo
Comparação do risco entre dois grupos. Deve ser lido com o risco absoluto, porque uma grande diferença relativa pode corresponder a poucos casos.
rTMS — estimulação magnética transcraniana repetitiva
Técnica não invasiva que aplica pulsos magnéticos repetidos através de uma bobina sobre a cabeça para alterar a atividade de uma área cerebral; não requer anestesia.
Ruminação
Repetição persistente dos mesmos pensamentos sobre problemas ou sentimentos, sem chegar a uma solução, o que pode manter ansiedade ou tristeza.
Salutogénese
Abordagem que estuda o que gera e protege a saúde, em vez de olhar apenas para as causas da doença.
Serotonina
Substância usada pelas células nervosas para comunicar e envolvida, entre outras funções, no humor, sono, apetite, perceção e resposta ao stresse.
Serotoninérgico
Relacionado com a serotonina, uma substância usada pelas células nervosas para comunicar e envolvida em várias funções, incluindo humor, sono, apetite e resposta ao stresse.
Síndrome neuroléptica maligna
Reação rara e grave associada sobretudo a antipsicóticos, com febre, rigidez muscular, confusão e alterações do pulso ou tensão; exige emergência médica.
Sintoma
Experiência ou alteração que pode indicar um problema de saúde, mas que, isoladamente, não confirma um diagnóstico.
Sintomas negativos
Reduções de capacidades habituais, como motivação, expressão emocional, fala, prazer ou participação social; o nome não significa mau comportamento.
Sintomatologia
Conjunto de sintomas apresentados por uma pessoa ou associados a uma condição; dizer apenas «sintomas» costuma ser mais claro.
SNS — Serviço Nacional de Saúde
Rede pública portuguesa de cuidados de saúde, que inclui cuidados de saúde primários, hospitais, urgências e outros serviços.
Stresse
Resposta física e psicológica às exigências; pode ser adaptativa, mas torna-se prejudicial quando é intensa ou prolongada.
Subdiagnóstico
Situação em que uma condição existe, mas não é reconhecida ou diagnosticada em muitas das pessoas afetadas.
Subtratamento
Situação em que uma condição não recebe tratamento, ou recebe menos cuidados do que seria necessário e adequado.
Sustentação
Apoio dado a uma afirmação por dados, observações ou raciocínio verificável; ter sustentação não significa certeza absoluta.
Sustentação empírica
Apoio obtido através de observação ou dados recolhidos e analisados de forma sistemática, e não apenas por opinião, tradição ou explicação teórica.
tDCS — estimulação transcraniana por corrente contínua
Técnica não invasiva que aplica uma corrente elétrica fraca através de elétrodos colocados no couro cabeludo para modificar a atividade cerebral.
Terapêutico
Relativo ao tratamento ou ao objetivo de reduzir sofrimento, melhorar saúde, funcionamento, participação ou qualidade de vida.
Terapia assistida por psicadélicos
Modelo ainda experimental em Portugal que combina triagem e preparação, administração supervisionada de uma substância e acompanhamento psicológico antes, durante e depois da sessão.
Tolerância a um medicamento ou substância
Redução do efeito após uso repetido, podendo levar à necessidade de maior dose para obter o mesmo resultado; não acontece com todos os medicamentos.
Tolerância ao mal-estar
Capacidade de atravessar emoções ou sensações difíceis sem agir de forma imediata ou perigosa para as eliminar.
Tomada de decisão partilhada
Processo em que a pessoa e os profissionais comparam opções, benefícios, riscos e incerteza à luz dos objetivos, valores e preferências da própria.
Toxicidade serotoninérgica
Reação potencialmente grave causada por excesso de atividade da serotonina, geralmente por combinação de substâncias; pode provocar agitação, febre, suor, diarreia, tremor, rigidez ou confusão.
Transdiagnóstico
Processo, sintoma ou intervenção que atravessa vários diagnósticos, em vez de pertencer apenas a uma perturbação.
Tratamento involuntário
Tratamento determinado ou confirmado judicialmente, em ambulatório ou internamento, quando se verificam os pressupostos cumulativos da Lei da Saúde Mental; é a designação atual, que substituiu «compulsivo».
Trauma psicológico
Possíveis efeitos duradouros de acontecimentos vividos como ameaçadores, avassaladores ou impossíveis de integrar naquele momento.
Triagem clínica
Avaliação inicial para identificar necessidades, riscos, contraindicações e o nível de cuidados adequado antes de uma decisão ou intervenção.
Validade biológica
Grau em que uma categoria diagnóstica corresponde a um mecanismo biológico próprio, consistente e distinguível de outras categorias.
Valproato
Medicamento usado na epilepsia e na estabilização do humor, com vigilância do fígado e sangue e restrições rigorosas devido ao risco na gravidez.
Viés ou enviesamento
Distorção sistemática que pode afastar o resultado de um estudo da realidade, por exemplo devido à seleção, medição, expectativas ou publicação dos resultados.
VIH — vírus da imunodeficiência humana
Vírus que afeta o sistema imunitário. Com tratamento eficaz, uma pessoa pode manter-se saudável e, com carga viral indetetável, não transmite o vírus por via sexual.
VNS — estimulação do nervo vago
Técnica que estimula um nervo do pescoço ligado ao cérebro; a forma usada em alguns casos de depressão exige habitualmente um dispositivo implantado.
Vozes de comando
Experiência de ouvir uma voz sem fonte externa que manda fazer algo; exige avaliação urgente quando a ordem envolve perigo.
Xerostomia
Sensação de boca seca por redução da saliva, muitas vezes causada por medicamentos; aumenta desconforto, dificuldade em engolir e risco de cáries.
Zolpidem
Medicamento Z usado por períodos definidos na insónia; pode causar sonolência, falhas de memória, comportamentos durante o sono e dependência.
Zopiclona
Medicamento Z usado por períodos definidos na insónia; pode causar sonolência, alteração do paladar, falhas de memória e dependência.

Novo · instrumento interativo

Plano pessoal de autocuidado

Defina um alvo realista para os dias bons, difíceis e muito difíceis. O plano serve a pessoa com experiência de doença mental e quem cuida.

Guardado neste dispositivoO Cuida-TE.org não recolhe qualquer informação.

Privacidade: o Cuida-TE.org não recolhe qualquer informação introduzida nesta ferramenta. As respostas ficam apenas neste dispositivo e só são incluídas no PDF que decidir descarregar. Preencha em período de estabilidade, reveja de dois em dois meses e partilhe apenas com alguém da sua confiança. Este instrumento não substitui um plano de cuidados individualizado.

01Os meus domínios de autocuidadoO que consigo fazer em cada tipo de dia
DomínioNum bom diaNum dia difícilNum dia muito difícil
Higiene e cuidado do corpo
Alimentação e hidratação
Sono e repouso
Movimento e atividade física
Medicação e consultas
Contacto com outras pessoas
Atividade com sentido
Casa e organização
02Vigilância da saúde físicaÚltima e próxima verificação

A periodicidade é orientadora e deve ser adaptada pela equipa de saúde à sua situação.

VerificaçãoPeriodicidade orientadoraÚltimaPróxima
Consulta com a equipa de saúde familiarAnual
Peso e perímetro abdominalTrimestral com antipsicóticos
Tensão arterialAnual, ou conforme indicação
Glicemia e perfil lipídicoAnual com antipsicóticos
Medicina dentáriaAnual
Rastreios oncológicosConforme idade e sexo
VacinaçãoConforme o Programa Nacional de Vacinação
Saúde sexual e reprodutivaConforme necessidade
Visão e audiçãoConforme idade e queixa
03Sinais de que o autocuidado está a falharReconhecer cedo para agir mais cedo

Exemplos: adiar a higiene, deixar de cozinhar, acumular tarefas, faltar a consultas, isolar-se ou interromper a medicação sem falar com a equipa.

Sinal precoce
Sinal intermédio
Sinal de alarme
04Apoio de que precisoO menor apoio que permita a tarefa acontecer
05Para quem cuidaO que decido proteger em mim
O que protejoQuando e com que frequênciaQuem assegura a substituição
Uma atividade sem relação com o cuidado
Uma relação em que falo de outra coisa
O meu sono
As minhas consultas e rastreios
O meu descanso enquanto cuido

Recursos práticos

Ferramentas para preparar, registar e agir

Preencha no seu ritmo, guarde apenas neste dispositivo e descarregue um PDF quando quiser partilhar ou levar a uma consulta.

01

Plano de segurança pessoal

Preparar antes da crise e reduzir o acesso a meios perigosos.

Preencha preferencialmente num período de maior estabilidade, com a equipa e alguém da sua confiança. Em perigo imediato, ligue 112.

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02

Modelo para organizar uma reclamação

Separar factos, consequências, pedido e acompanhamento.

Descreva factos observáveis e datas. Guarde cópia do que enviar e a referência recebida. Pode adaptar o texto antes de o submeter pelo canal oficial da instituição ou pelo Livro de Reclamações.

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03

Registo antecedente–comportamento–consequência

Observar padrões sem reduzir a pessoa a um rótulo.

Registe o que foi observável, não interpretações. Antes de concluir que um comportamento é intencional, considere dor, obstipação, infeção, sono, fome, efeitos da medicação, consumo de substâncias e alterações sensoriais.

Data e contextoAntecedente: o que aconteceu antes?Comportamento observável: o que fez ou disse?Consequência: o que aconteceu depois?O que ajudou ou agravou?

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04

Cartão de desescalada

Uma sequência curta para reduzir tensão e aumentar segurança.

  1. Antes de falar: verifique a segurança, reduza ruído e pessoas, mantenha uma saída livre e peça apoio cedo se houver risco.
  2. Corpo e voz: aproxime-se devagar, mantenha distância, mãos visíveis, postura lateral e voz baixa. Não bloqueie a passagem nem toque sem avisar.
  3. Primeiro, reconheça a emoção: «Percebo que isto está a ser muito difícil.»
  4. Depois, faça uma pergunta curta: «O que ajudaria a tornar os próximos minutos mais seguros?»
  5. Ofereça duas escolhas possíveis, sem ameaças: «Prefere sentar-se aqui ou ir para um local mais calmo?»
  6. Se a tensão aumentar, reduza palavras, dê tempo e recue. Em perigo imediato, ligue 112.

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05

O que dizer — e o que evitar

Frases de apoio para situações exigentes.

SituaçãoPode dizerEvite
Alucinações ou ideias delirantes

«Percebo que isto é muito real e assustador para ti. Eu não estou a ouvir/ver o mesmo, mas acredito que estás a sofrer. Como posso ajudar-te a sentir mais segurança?»

«Isso é um disparate»; discutir para provar que a pessoa está errada; fingir que também percebe o estímulo.

Agitação crescente

«Vamos abrandar. Prefere ficar aqui com menos pessoas ou ir para um lugar mais calmo?»

Dar muitas instruções ao mesmo tempo, elevar a voz, aproximar-se demasiado ou bloquear a saída.

Recusa de autocuidado ou de uma atividade

«O que torna isto difícil hoje? Qual seria o passo mais pequeno que conseguirias fazer comigo?»

«Tens de fazer porque eu mando»; interpretar automaticamente a recusa como preguiça ou provocação.

Pensamentos de suicídio ou autolesão

«Tens pensado em morrer ou em magoar-te? Tens um plano ou acesso aos meios? Vou ficar contigo enquanto procuramos ajuda.»

Prometer segredo, minimizar, desafiar a pessoa ou deixá-la sozinha quando existe risco imediato.

Pedido repetido ou limite necessário

«Já ouvi o que precisas. Posso fazer X agora; Y não consigo fazer. Voltamos a falar às ___.»

Responder de forma diferente a cada repetição, ameaçar abandonar ou usar rótulos como «manipulador».

Conflito com quem cuida

«Quero continuar esta conversa, mas não enquanto nos magoamos. Façamos uma pausa e retomemos às ___.»

Continuar a discutir durante a escalada, acumular críticas antigas ou aceitar agressão para evitar conflito.

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06

Registo de medicação e efeitos adversos

Relacionar a toma, a alteração observada, o impacto e a resposta.

Preencha um registo por medicamento ou por alteração relevante e leve-o à consulta ou à farmácia. Não use esta ferramenta para decidir sozinho uma dose. Perante um sinal de alarme, procure cuidados sem esperar por completar o formulário.

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Saúde mental e psiquiatria

Navegar os cuidados no SNS

Saiba onde começar, como funciona a referenciação e o que pode esperar em cada etapa — com direitos explícitos e deveres claros.

Onde começar

Do primeiro contacto ao seguimento

A maioria das situações começa nos cuidados de saúde primários. A urgência existe para problemas que não podem aguardar por consulta programada e não substitui o acompanhamento continuado.

  1. 1

    Situação não urgente

    Peça uma avaliação inicial

    Contacte a sua unidade de saúde familiar ou unidade de cuidados de saúde personalizados. A equipa avalia o sofrimento, o funcionamento, a saúde física, a medicação e o risco.

    • Problemas comuns podem ser acompanhados nesta equipa.
    • Sem profissional de família atribuído, contacte o centro de saúde ou a Unidade Local de Saúde da sua área; o SNS 24 pode orientar o ponto de acesso adequado.
  2. 2

    Cuidados especializados

    Referenciação para saúde mental

    Quando a situação exige cuidados diferenciados, é feita uma referenciação para o serviço local de saúde mental, de acordo com a área de residência e a prioridade clínica.

    • A resposta pode envolver psiquiatria, enfermagem especializada, psicologia, serviço social e terapia ocupacional.
    • Ser referenciado não significa necessariamente internamento ou medicação.
  3. 3

    Enquanto aguarda

    Confirme e acompanhe o pedido

    Pergunte se a referenciação ficou registada, qual a prioridade, o serviço de destino e o tempo previsto. Mantenha o contacto com a equipa que referenciou se os sintomas se alterarem.

    • Peça informação sobre o tempo máximo de resposta aplicável.
    • Se não receber convocatória, confirme o estado do pedido junto da unidade que o enviou.
  4. 4

    Risco ou agravamento rápido

    Use a via urgente

    Ligue SNS 24 para triagem e orientação. Em perigo imediato, tentativa, ferimento grave, alteração marcada da consciência ou agitação com risco, ligue 112 ou recorra à urgência.

    • Pensamentos de suicídio: 1411, 24 horas por dia.
    • Leve informação sobre medicação e contactos da equipa.
Se a situação se agravar enquanto espera

A prioridade deve ser reavaliada. Não é necessário esperar pela consulta marcada para voltar a pedir ajuda, nem cumprir um prazo de duas semanas quando existe risco.

Pessoas migrantes e estrangeiras

O direito clínico é comum; o enquadramento administrativo pode variar

A nacionalidade, por si só, não define a necessidade de cuidados. O tipo de registo no Registo Nacional de Utentes influencia sobretudo a inscrição nos cuidados de saúde primários e quem assume os custos.

  1. 01
    Se existe risco, peça ajuda primeiro

    Em perigo imediato, ligue 112. Para triagem e orientação, contacte o SNS 24. A urgência clínica não deve ser confundida com a situação documental.

  2. 02
    Obtenha o número nacional de utente

    É criado no contacto com uma unidade pública de saúde. A atribuição é gratuita, mas o número, por si só, não garante que o SNS assuma todos os encargos.

  3. 03
    Confirme o tipo de registo

    Pergunte se o registo está atualizado, em curso ou incompleto e que documentos faltam. A inscrição nos cuidados primários exige registo atualizado.

  4. 04
    Confirme a responsabilidade financeira

    Antes de cuidados programados, peça informação sobre cobertura ou custos. Existem exceções legais que protegem determinados cuidados e situações de vulnerabilidade.

Registo e custos

O que pode mudar consoante a documentação

  • Com autorização de residência válida, o registo pode ser atualizado e a responsabilidade financeira é, em princípio, assumida pelo SNS.
  • Sem autorização válida, o registo pode ficar em curso ou incompleto e os encargos podem caber à própria pessoa ou a uma entidade terceira.
  • Mantêm proteção específica, nos termos aplicáveis, cuidados materno-infantis e de saúde reprodutiva, cuidados a menores, vacinação e situações comprovadas de carência ou exclusão social.
  • Uma declaração da junta de freguesia que comprove residência em Portugal há mais de 90 dias pode ser relevante para a cobertura de cuidados urgentes e vitais.

Compreender e ser compreendido

Comunicação, cultura e apoio linguístico

  • Peça que a informação clínica seja explicada de forma acessível, incluindo alternativas, riscos, custos e próximos passos.
  • Diga à equipa se precisa de apoio linguístico. Evite usar crianças e, quando possível, familiares para traduzir informação sensível.
  • Em processo de tratamento involuntário, a lei reconhece expressamente o direito a intérprete idóneo quando a pessoa não domina a língua portuguesa.
  • Crenças, práticas religiosas, experiências de migração, situação habitacional e rede de apoio são informação relevante e devem ser consideradas sem discriminação.
Se o acesso for recusado ou dificultado

Peça o motivo e a regra aplicada, solicite esclarecimento à direção da unidade e guarde documentos relevantes. Pode reclamar no Livro de Reclamações e junto da Entidade Reguladora da Saúde. Reclamar não elimina o direito a cuidados clinicamente necessários.

Orientação oficial da ERS

Regras administrativas verificadas na última edição, a . Podem mudar; confirme a situação concreta junto da unidade de saúde ou da ERS.

Quer aprofundar?

Consulte as respostas completas sobre profissionais, organização dos serviços, direitos e reclamações.

Guardar para quando for preciso

Contactos úteis em Portugal

Escolha o contacto pelo tipo de assunto. Use os números para apoio e o correio eletrónico apenas para assuntos relacionados com o projeto, segundo as indicações de cada bloco.

Emergência, crise e orientação clínica

Para perigo imediato, crise suicidária, emergência social ou orientação sobre onde receber cuidados.

Perigo imediato
Número Europeu de Emergência

Horário24 horas, todos os dias

Tentativa de suicídio, intoxicação, ferimento grave, agitação com risco ou alteração da consciência.

Proteção Civil
Emergência social
Linha Nacional de Emergência Social

Horário24 horas, todos os dias

Violência, desproteção, situação de sem-abrigo ou risco para uma pessoa em situação de vulnerabilidade.

Segurança Social
Triagem e orientação
Linha SNS 24 — Aconselhamento Psicológico

Horário24 horas, todos os dias

Triagem, aconselhamento psicológico e orientação para os cuidados mais adequados.

SNS 24
Crise suicidária
Linha Nacional de Prevenção do Suicídio

Horário24 horas, todos os dias

Apoio imediato a pessoas em risco de suicídio e a quem esteja preocupado com alguém.

SNS 24
Cuidados de saúde
Equipa de saúde familiar

HorárioHorário da unidade de saúde

Avaliação inicial, tratamento de problemas de saúde mental comuns e referenciação para cuidados especializados quando necessário.

Linhas de apoio emocional

Serviços de escuta para momentos de solidão, angústia ou sofrimento emocional que não substituem cuidados de saúde.

Escuta emocional
Telefone da Amizade

HorárioTodos os dias, das 16h00 às 23h00

Apoio pela conversa a quem vive solidão, angústia ou sofrimento emocional.

Telefone da Amizade
Escuta emocional
Voz de Apoio

HorárioTodos os dias, das 21h00 às 24h00

Apoio emocional confidencial, prestado por pessoas voluntárias com formação.

Voz de Apoio

Apoio LGBTQIA+

Apoio confidencial, informação sobre direitos, redes de pares e acesso a cuidados afirmativos.

Apoio especializado
Centro LGBTI+ — ILGA Portugal

HorárioConsulte os horários e a marcação no sítio da entidade

Apoio psicológico, jurídico e social, apoio a vítimas e grupos de partilha.

Centro LGBTI+
Pessoas jovens
rede ex aequo

HorárioAtividades e contactos disponíveis no sítio da associação

Apoio a pessoas jovens LGBTQIA+ e pessoas aliadas, incluindo iniciativas em contexto escolar.

rede ex aequo
Direitos e igualdade
Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género

HorárioInformação e contactos no portal institucional

Informação pública sobre igualdade, não discriminação e recursos de apoio.

CIG
Cuidados de saúde
Consultas de identidade de género no SNS

HorárioAcesso por referenciação; confirme tempos de espera

Cuidados hospitalares multidisciplinares, habitualmente por referenciação da equipa de saúde familiar.

Ler sobre cuidados afirmativos

Contacto do projeto

Canal destinado exclusivamente a assuntos relacionados com o Cuida-TE.org. Não presta aconselhamento, triagem ou encaminhamento clínico, nem esclarece situações clínicas pessoais.

Assuntos da página
Cuida-TE.org

HorárioMensagens lidas conforme disponibilidade; não é um serviço de resposta imediata

Escreva para esclarecer dúvidas sobre questões ou respostas publicadas, sugerir melhorias, apoiar a divulgação, propor eventos de apresentação da página ou solicitar ações de formação sobre um tema ou para uma população-alvo específica.

Não envie dados pessoais ou clínicos. Este contacto não presta aconselhamento, triagem ou encaminhamento clínico, nem esclarece situações clínicas individuais.

Informação verificada

Contactos e horários verificados na última edição, a . Os horários das linhas associativas podem mudar; confirme-os junto da entidade. Em perigo imediato, ligue 112.

Se é urgente, comece aqui

Numa crise, não tem de resolver tudo sem ajuda.

O objetivo imediato é ganhar segurança e tempo. O sofrimento pode ser intenso e, ainda assim, mudar com apoio e tratamento.

Enquanto a ajuda não chega

  1. Não fique sem companhia; peça a alguém que permaneça consigo.
  2. Afaste medicação, armas ou outros meios que possam ser usados.
  3. Vá para um local mais seguro e siga a orientação recebida.

Rigor que se consegue verificar

Como construímos esta informação

As respostas apoiam-se em estudos primários, revisões sistemáticas, legislação portuguesa e documentos de organismos oficiais. Quando a evidência é limitada ou controversa, isso é dito com clareza.

01

Linguagem inclusiva e centrada na pessoa

O texto é compreensível sem consultar o glossário: cada termo técnico necessário é explicado na primeira ocorrência. O glossário complementa a leitura e as designações oficiais são preservadas quando necessário.

02

Contexto português

Serviços, direitos, contactos e enquadramento legal nacionais.

03

Evidência proporcional

Sem promessas absolutas nem transformação de associação em causa.

04

Revisão contínua

Data de revisão visível e critérios explícitos de atualização.

Última edição a: