Cuidar de quem cuida · Pergunta 207

Como respeitar a autonomia e preparar uma crise sem ficar em vigilância permanente?

Autonomia é poder participar nas decisões sobre a própria vida e os próprios cuidados. Ter um diagnóstico de doença mental não elimina essa participação. Em regra, a partilha de informação clínica com familiares depende da autorização da pessoa; há situações específicas que os profissionais devem avaliar. Pode transmitir preocupações à equipa sem pressupor que ela lhe pode revelar toda a informação (gov.pt, 2026).

Quando a pessoa está disponível para conversar, proponha um plano breve: que mudanças costuma reconhecer, o que ajuda, o que agrava a tensão, quem quer contactar e que apoio aceita. Se há uma equipa de saúde mental, peça ajuda para tornar o plano adequado à situação. Um acordo familiar não substitui orientações clínicas.

Inclua os seus próprios limites: quem o substitui, o que fazer se não consegue manter o apoio e que situações exigem contacto imediato com serviços. O objetivo é distribuir responsabilidades e permitir decisões mais claras, sem transformar qualquer mudança num motivo para controlo constante.

Perante perigo imediato, ligue 112 e descreva o que está a acontecer. Não se coloque em risco para conter fisicamente alguém. Se o problema é sofrimento ou agravamento sem perigo imediato, use o plano clínico existente ou peça orientação à equipa e ao SNS 24. Para prevenção do suicídio e apoio psicológico, existe também a Linha 1411.

Ver também a pergunta 67 sobre crise e a pergunta 203 sobre limites.

Informação geral: não substitui avaliação e cuidados individualizados. Consulte a política editorial e as fontes.